“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo — a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida — não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” (1 João 2.15-17)
1. O CHAMADO PARA UMA RENÚNCIA CONSCIENTE
João faz um apelo direto e desafiador: “não ameis o mundo”. Ele não se refere à criação de Deus, mas ao sistema de valores humanos corrompidos pelo pecado, que vive em rebeldia contra o Criador. Amar o mundo é viver de acordo com seus desejos e padrões, buscando prazer, status e poder acima da vontade de Deus.
O cristão é chamado a viver contra culturalmente — a negar-se a si mesmo e a renunciar sua própria vontade — para agradar ao Pai. Essa renúncia não é uma perda, mas um ato de amor e fidelidade a Cristo.
“Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me.” (Lc 9.23)
2. TRÊS FORMAS DE VONTADE HUMANA CORROMPIDA
O apóstolo descreve três expressões do amor mundano que competem com a vontade de Deus:
- A concupiscência da carne — os desejos desordenados que buscam prazer sem limites.
- A concupiscência dos olhos — a cobiça pelo que se vê, a ganância e a inveja.
- A soberba da vida — o orgulho, a autossuficiência e a confiança em si mesmo.
Essas três forças tentam dominar o coração, levando-nos a escolher nossa própria vontade em vez da vontade divina. Mas o Espírito Santo nos capacita a vencer tais desejos quando nos submetemos à Palavra e cultivamos um coração obediente.
“Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne.” (Gl 5.16)
3. O CONTRASTE ENTRE O TEMPORÁRIO E O ETERNO
João lembra que “o mundo passa”. Tudo aquilo que o ego deseja — prazeres, posses, reconhecimento — é transitório. O que realmente permanece é a vontade de Deus. Por isso, renunciar à própria vontade é investir no que tem valor eterno.
Viver segundo a vontade de Deus é caminhar contra a corrente, mas é o único caminho que conduz à verdadeira paz e à permanência eterna com o Pai.
“Aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” (v.17)
4. APLICAÇÃO PESSOAL
- Tenho permitido que os desejos da carne, dos olhos ou o orgulho dominem minhas decisões?
- Tenho buscado mais agradar a mim mesmo ou a Deus?
- O que estou disposto a renunciar hoje para viver plenamente a vontade do Pai?
Renunciar à própria vontade é abrir mão do efêmero para abraçar o eterno. É dizer como Jesus:
“Não se faça a minha vontade, mas a tua.” (Lc 22.42)
ORAÇÃO
Senhor, ensina-me a renunciar à minha própria vontade e a amar mais a Tua. Livra-me do amor ao mundo e dos desejos que afastam meu coração de Ti. Que eu encontre prazer em Te obedecer e alegria em Te servir. Faz-me permanecer na Tua vontade hoje e para sempre. Amém.
Lição 9 CPAD - 4º Trimestre da Escola Bíblica Dominical – EBD de 2025 Título – Espírito, Alma e Corpo — A restauração integral do ser humano para chegar à estatura completa de Cristo - Leitura diária de sexta-feira.
TEXTO ÁUREO
“Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne.” (Gálatas 5.16).
VERDADE PRÁTICA
Guiada por Deus, a vontade é uma bênção extraordinária, vital para a existência humana.




