¹ Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho,
² A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo.
³ O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas; (Hebreus 1:1-3)
1. Deus fala — mas agora fala pelo Filho (v.1-2)
No passado, a revelação veio em partes: mensagens fragmentadas, progressivas, variadas. Mas em Cristo, Deus não envia apenas palavras, Ele envia a Palavra (Jo 1.1). Não uma revelação parcial, mas pessoal, plena e final.
Jesus é o discurso completo do Pai. Quando Ele fala, o céu se abre; quando Ele age, o Pai se revela; quando Ele ama, Deus se define (1 Jo 4.9-10).
2. O Filho revela quem Deus é (v.3)
O texto afirma que Jesus é:
- o resplendor da glória de Deus → Deus brilhando em forma humana.
- a expressão exata do Seu ser → Deus explicado, Deus visto, Deus acessível.
- o sustentador de todas as coisas pela palavra do Seu poder → Deus ativo, não distante.
- Aquele que fez a purificação dos pecados → Deus salvador, não acusador.
- Assentado à direita da Majestade → Deus reinando, não derrotado.
Cristo não é só a melhor mensagem: Ele é a última, a maior e a mais clara.
O FILHO COMO REVELAÇÃO SUPREMA.
A transfiguração é marcada, também, por uma ordem direta do Pai acerca do Filho: “escutai-o” (Mt 17.5c). A declaração reflete a profecia de Moisés: “O Senhor, teu Deus, te despertará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis” (Dt 18.15). A Escritura deixa claro que esse Profeta prometido é o próprio Cristo (Jo 6.14; At 3.20-23). A instrução — “escutai-o” — coloca o Filho em posição de supremacia sobre as revelações anteriores (Lc 16.16; Jo 1.17,18). Não é Moisés (a Lei) e nem Elias (os Profetas) que devem ser ouvidos, mas o Cristo (Hb 1.1,2). Esse evento sinaliza a transição entre a Antiga e a Nova Aliança, centrada na pessoa do Filho (Cl 2.17; Hb 10.1). Logo, negar a Cristo, ignorá-lo ou relativizar sua voz é rejeitar a autoridade de Deus (1Jo 5.12).
Meu amigo, isso te confronta profundamente:
1. Eu busco direção em muitas vozes, mas a voz final é Cristo.
Às vezes corro para métodos, pessoas, opiniões, “sinais”, e me esqueço que o Pai já disse tudo no Filho. Eu não preciso de uma nova revelação, eu preciso de mais rendição à Revelação que já veio.
2. Se eu quero conhecer melhor o Pai, preciso contemplar mais o Filho.
Quando oro “mostra-me Deus”, a resposta já está em Jesus. Meu desafio não é Deus falar mais, mas eu ouvir melhor Aquele que já falou.
3. Se Ele sustenta todas as coisas, Ele também sustenta a minha vida.
Posso descansar. Meu trabalho não é carregar o mundo, é confiar no Deus que o sustenta com a palavra do Seu poder.
4. Se Ele purificou meus pecados, eu não preciso viver tentando me purificar sozinho.
Eu não vivo para ser aceito — eu vivo porque já fui aceito Nele.
ORAÇÃO
Senhor, Obrigado porque não nos deixaste sem Tua voz. Obrigado porque falaste de forma final, clara e salvadora no Teu Filho, Jesus. Perdoa-me pelas vezes em que procurei direção longe da Tua revelação suprema. Ensina-me a ouvir primeiro a Cristo, a olhar primeiro para Cristo, a descansar primeiro em Cristo. Se Ele sustenta todas as coisas, sustenta também o meu coração, meus passos e meu futuro. Que a minha vida revele não apenas que eu creio que Deus fala, mas que eu creio que Deus já falou no Filho. Faz-me viver com mais fé, menos medo e mais adoração. Em nome de Jesus, o resplendor da Tua glória. Amém.





