“Mas importa que o evangelho seja primeiramente pregado entre todas as nações.” (Mc 13.10).
Jesus pronunciou essas palavras aos seus discípulos enquanto
ensinava sobre acontecimentos que marcariam o futuro. Em meio a advertências
sobre perseguições, dificuldades e tempos de grande oposição, Cristo apresenta
uma verdade que não poderia ser esquecida: a missão do evangelho continuaria
avançando até alcançar todas as nações.
A missão não terminaria com os primeiros discípulos. Ela
chegaria até nós.
Vivemos em uma geração diferente daquela dos apóstolos, mas
a responsabilidade permanece. Temos novos recursos, novas oportunidades e novos
campos de atuação, porém a mensagem continua sendo a mesma: Jesus Cristo
precisa ser anunciado.
🔎 EXEGESE
A expressão “é necessário” revela mais do que uma
simples possibilidade. Jesus apresenta a pregação do evangelho às nações como
parte do propósito de Deus. Mesmo diante de perseguições e dificuldades, o
plano divino não seria interrompido.
O centro da missão é “o evangelho” — as boas-novas de
Jesus Cristo, sua obra salvadora, sua morte e ressurreição e o chamado ao
arrependimento e à fé.
Quando Jesus diz que o evangelho deve ser “pregado”,
fica evidente que a mensagem precisa ser proclamada. O evangelho não foi
destinado a permanecer escondido dentro da Igreja. Ele deve sair dos nossos
templos, alcançar nossas famílias, nossas cidades e ultrapassar fronteiras.
E o destino da mensagem é amplo: “todas as nações”.
Isso demonstra o caráter universal da missão de Cristo. Deus
deseja que as boas-novas alcancem pessoas de diferentes povos, culturas,
línguas e lugares.
Marcos 13.10 nos lembra, portanto, que a oposição não
cancela a missão, as dificuldades não interrompem a missão e o tempo não
diminui a urgência da missão.
A missão continua.
E, enquanto a Igreja estiver na terra, nós fazemos parte
dela.
APLICAÇÃO PESSOAL
É fácil admirar aqueles que dedicaram a vida à evangelização
e pensar que a missão pertence somente a pastores, missionários ou
evangelistas. Porém, cada cristão pode participar da expansão do evangelho.
A missão continua em nós.
Continua quando compartilhamos Cristo com alguém que ainda
não o conhece.
Continua quando ensinamos nossos filhos e nossa família a
amar a Palavra.
Continua quando sustentamos missionários em oração.
Continua quando contribuímos para que o evangelho chegue a
lugares onde ainda não foi anunciado.
Continua quando usamos nossos dons, profissão, recursos e
relacionamentos para glorificar a Deus e testemunhar de Cristo.
Talvez você não possa atravessar oceanos, mas pode
atravessar a rua.
Talvez não possa pregar para uma multidão, mas pode falar de
Jesus para uma pessoa.
Talvez não possa estar no campo missionário, mas pode
sustentar alguém que está.
O importante é não permanecer indiferente.
Pergunte hoje a si mesmo:
- Quem
Deus colocou perto de mim para que eu testemunhe?
- Tenho
aproveitado as oportunidades para falar de Cristo?
- Minha
vida demonstra que o evangelho é realmente importante para mim?
- O
que posso fazer hoje para participar da missão?
Não espere uma oportunidade extraordinária. Comece com as
oportunidades que Deus já colocou diante de você.
VERDADE ESPIRITUAL
Enquanto houver pessoas que ainda precisam ouvir, a
Igreja continua tendo uma missão.
O evangelho não avançou somente porque os primeiros
discípulos foram corajosos. Ele avançou porque Deus sustentou sua Palavra e
capacitou seus servos.
Hoje, essa responsabilidade chegou até nós.
Nós somos parte da geração que recebeu a missão de
continuar anunciando Cristo.
Que não sejamos uma geração que apenas recebeu o evangelho,
mas uma geração que leva o evangelho adiante.
ORAÇÃO
Senhor Deus, Obrigado porque o evangelho chegou até
nós. Obrigado por aqueles que um dia tiveram coragem de anunciar Jesus Cristo
e, através deles, fomos alcançados pela tua graça. Perdoa-nos quando nos
acomodamos e esquecemos que ainda existem pessoas que precisam ouvir as
boas-novas. Desperta em nós um coração missionário. Dá-nos coragem para
testemunhar, sabedoria para falar, amor pelas pessoas e disposição para servir.
Mostra-nos aqueles que estão ao nosso redor e que precisam conhecer a Cristo.
Que nossas palavras, atitudes, recursos, dons e relacionamentos sejam
instrumentos para a expansão do teu Reino. Senhor, que as dificuldades não nos
façam recuar. Que as perseguições não nos intimidem. Que as distrações não nos
afastem daquilo que realmente importa. Faz de nós testemunhas fiéis. Que a
nossa geração compreenda que a missão continua em nós. Usa nossa vida
para que o evangelho alcance pessoas, famílias, cidades e nações, até que a
mensagem de Cristo seja anunciada conforme o teu propósito. Em nome de Jesus
Cristo. Amém.
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A MISSÃO CONTINUA EM NÓS
Nesta última lição, o foco é a missão que teve início com os primeiros cristãos e que se estende à igreja dos dias atuais. A pregação do Evangelho rompeu as barreiras étnicas, culturais e geográficas e, finalmente, chegou até nós. É responsabilidade da igreja atual dar continuidade à pregação do Evangelho a fim de que todos os povos da terra conheçam a Palavra da Salvação (Mc 16.15). Afinal de contas, esta é uma promessa de nosso Senhor, de que este Evangelho alcançaria os confins da Terra antes de chegar o tempo do fim (Mt 24.14). Para tanto, o trabalho a igreja é progressivo e contínuo. Ele não consiste apenas em anunciar, mas, sobretudo, consolidar a fé daqueles que creem, e integrá-los ao Corpo de Cristo, isto é, a igreja. Dessa forma, os irmãos recém-chegados tornam-se participantes do compromisso com a sã doutrina, bem como da responsabilidade de alcançar outras pessoas para Cristo, por meio de um testemunho fiel e sincero (At 1.8). O cerne do testemunho cristão é um estilo de vida comprometido com a mensagem compartilhada na Palavra de Deus e que, corriqueiramente, é estudada nas igrejas. Adotar um evangelho que consiste apenas em conhecimento teórico é reduzi-lo ao vazio do judaísmo farisaico, ou seja, sem poder e autoridade espirituais (Mt 7.29). Por essa razão, Paulo declara que o Evangelho “é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crer” (Rm 1.16). A esse respeito, Lawrence O. Richards declara, na obra Comentário Histórico — Cultural (CPAD) que “O termo grego para a palavra poder é dunamis. Ele não é, como alguns acreditam, uma força explosiva (dinamite) de Deus, mas uma inextinguível energia que permite que Ele faça uma transformação interior nos seres humanos. O conceito subjacente de ‘salvação’ mantém nossa atenção focalizada em nosso interior. No Antigo Testamento, a ‘salvação’ era principalmente a libertação dos inimigos estrangeiros; mas no Novo Testamento ela representa principalmente a libertação do poder corruptor do pecado, e o temor de suas eternas consequências. Paulo, talvez esteja esperando aqui que seus leitores também pensem no uso cotidiano dessa palavra no primeiro século, onde soteria significava ‘saúde, segurança, preservação’. O evangelho é o poder de Deus — poder que é transmitido a todos os que creem, para nos livrar das trágicas consequências de nosso pecado, e nos tornar espiritualmente sadios para sempre” (2007, p.290). Em outras palavras, o Evangelho é uma mensagem nova que deve ser vivida a cada dia. O próprio Paulo endossa esta verdade aos Filipenses quando diz “[...] assim também operai a vossa salvação com temor e tremor” (Fp 2.12), ou seja, desenvolvei a vossa salvação. Que o nosso testemunho possa alcançar muitas almas para Cristo!




